Mas quando eu tento seguir em frente, você aparece
Ás vezes, quando chego a casa fecho-me no quarto. Pego no meu pijama escuro e velho, prendo o cabelo e ligo a música, pondo-a bem alta. Abro a porta do armário onde tem o espelho, e arrasto o banco branco ao lado da minha cama ficando mesmo em frente à minha imagem refletida naquele pedaço de vidro. E choro, choro como nunca me vi chorar. Choro de alegria, choro de desânimo, choro de desespero, choro de convicção, choro de tristeza, choro de tudo, choro por ti! E o ritual repete-se, aquele ritual que tu me retiraste à 5 meses atrás, conheces? E continuo a chorar (…) penso como tudo acabou tão depressa, de como conseguiste desligar-te de mim. Como é que pudeste abandonar tudo assim. Eu não me esqueço, não me esqueço de quando me disseste que era para sempre. Dos planos para o futuro, de dizeres que não eras igual a todos os idiotas que me magoaram. De colocares o braço em volta de mim, e entregarmo-nos às mais profundas das entregas. Há pouco perguntaram-me: “o que aconteceu quando vocês estiveram juntos para ele te ter marcado tanto?”, e eu respondi de um jeito indiferente: nada! Mas quem eu estou a tentar enganar? Na verdade aconteceu tudo! Parecia tudo ser real, verdadeiro. E o resto tu sabes, afinal era a nossa história, e só eu e tu sabemos como a vivemos e como a poderemos, um dia, quem sabe, contá-la…
Escrito: 21/Outubro/2012
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